A primeira vez que ouvi falar do Allison Ambrósio foi em 2001, no Congresso de Reflexão e Espiritualidade em Águas de Lindóia, quando a Fátima Nascimento cantou “Maranata” e “Faz Teu Tabernáculo em Mim”. Descobri que aquelas lindas canções eram do Allison.

Ele participou de três momentos marcantes na minha vida e na vida da Betesda de Roraima. No aniversário de dois anos da igreja, em dezembro de 2003; na minha ordenação ao ministério pastoral, junto com o Ricardo Gondim, em agosto de 2004; e, uma última vez, há uns três anos, para lançar do CD “Canta Minh’alma” em Roraima, o que é lembrado por todos até hoje.

“Calma meu coração” e “Maranata” são algumas das mais belas músicas que já ouvi. A poesia do Allison, sua voz, seu sorriso sempre largo, seu jeito inigualável de contar histórias engraçadas, ficarão para sempre.

Como homenagem, emudeço e dedico as palavras de outra poetiza brasileira, Cora Coralina:

Não sei…

Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. M

uitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura…

Enquanto durar

Abraços bem apertados em toda família, amigos e parceiros de caminhada, que, como eu, tiveram os corações tocados pelo Allison.

Márcio Rosa

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