Márcio Rosa da Silva

Meu coração está feliz. Completo nesse fim de semana 35 anos de idade. Acho uma idade bonita. São sete lustros, como diriam os mais eruditos. Tudo bem, não sou lá tão experiente assim, mas já é uma boa caminhada. Já andei por muitos lugares, conheci muitas pessoas, semeei a boa semente do Evangelho para muitos e por vários canais, fiz amizades, trabalhei – e trabalho – bastante tentado promover a justiça, ajudei na formação acadêmica de centenas de pessoas, singrei mares nunca dantes navegados (por mim), mudei de cidades e de estados dentro desse Brasilzão e acabei chegando à última fronteira, onde encontrei meu grande amor e onde me estabeleci definitivamente.

Nesse meu tempo de vida também tive algumas (duras) perdas, alguns reveses e muitas dificuldades. Tudo isso foi muito dolorido e senti cada dor com muita intensidade, algumas com abundantes lágrimas. Mas como valorizar o ganho se nunca tivesse tido perdas? Como celebraria a conquista se não tivesse tido reveses?

Aprendi que a felicidade é feita de momentos. Alguns muito fugidios. Por isso que não posso desperdiçar nenhum desses preciosos momentos de felicidade. Vi, com o tempo, que as pessoas são nossa maior riqueza. Se há pessoas que me fizeram sentir tristeza, outras tantas são a fonte da minha alegria. Então, pequenos momentos de felicidade com pessoas queridas são como tesouros, que devem ser guardados como a própria vida. Compreendi que a felicidade só acontece de verdade quando compartilhada.

Aniversário é um desses momentos a serem compartilhados. Descobri, há algum tempo, que aniversários devem mesmo ser celebrados com alegria, porque é a renovação da vida e isso é um presente, uma dádiva. A vida é tão frágil, a morte tão traiçoeira, o tempo tão fugaz, que cada dia deve ser visto como um dom, cada ano completado como um grande presente. Não consigo entender quem fica triste quando faz aniversário, ou que fica chateado por estar ficando velho. Isso é uma benção, é sinal que estamos vivos e prosseguindo nossa jornada.

O sentimento que me inunda nessa época do ano é a gratidão. Sou grato a Deus pela vida. O fôlego de vida, a saúde, o impulso de vida, vêm dEle, que é vida plenamente e em quem teremos, um dia, uma vida plena e imperecível. Sou grato a Deus pelos caminhos que percorri, Ele não me deixou só.

Sou grato a Deus pelas pessoas que encontrei, vejo nelas Sua face. Sou grato a Deus pelo amor que Ele me tem, imensurável. Tudo isso é razão mais que suficiente para celebrar, compartilhar com os meus queridos minha alegria e para dizer da minha gratidão pelo milagre da vida que mais uma vez se renovou.

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