Márcio Rosa da Silva 

Acabo de ler o livro “A Cabana”, de William P. Young, Editora Sextante. Muito embora eu o tenha lido praticamente numa sentada, quase devorando-o, ele é um livro para ser lido como se fosse poesia, ou, como disse Michael W. Smith, como se fosse uma oração.

Onde estava esse autor que eu nunca o tinha lido? Ou onde estava eu que nunca o tinha percebido? Ele conseguiu inserir numa trama de suspense conceitos extraordinários sobre Deus e sobre o relacionamento com Ele.

Como é bom ler um autor cristão que tem liberdade que só um poeta teria e sem as amarras e pudores da maioria dos escritores religiosos. Aliás, esse não é um livro religioso, mas um livro para quem quer conhecer um pouco mais sobre Deus e sobre a vida.

Saboreei cada diálogo, cada acontecimento, nos quais são derramadas de forma simples, sem perder a profundidade, idéias sobre as razões do sofrimento, a liberdade humana, a misericórdia e a graça e sobre o incondicional amor de Deus, ou de Papai, como Ele se apresenta no livro. Esse é outro capítulo à parte: a forma como Deus se apresenta. A Trindade é retratada de uma maneira tão bela, poética e… inesperada. Perfeito.

Depois de ter encontrado sinais de que sua filha caçula tinha sido assassinada numa cabana velha e abandonada, Mack é consumido pela Grande Tristeza. Depois de alguns anos ele recebe um bilhete no qual Deus o convida a voltar àquela fatídica cabana. Depois disso Mack nunca mais foi o mesmo.

Perguntas que todos nós fazemos: “Se Deus é poderoso e bom, por que sofremos?”, “tudo já está fatalmente predeterminado ou temos escolhas?”, “Deus interfere de algum modo nos acontecimentos deste mundo?” poderão ter algumas respostas interessantes nessa obra.

Mas o mais lindo, o mais tocando e profundo é a forma como ele apresenta a plenitude de Deus, na Trindade, o relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas com elas mesmas.

Dificilmente você vai se relacionar com os outros da mesma forma, após ler esse livro. Também já aviso que o modo como você ora a Deus vai mudar radicalmente, e para melhor.

Conceitos que eu já vinha lendo, escrevendo, pregando e tentando viver há algum tempo, foram apresentados de forma leve e bonita pelo autor. Não tenho dúvidas, é a obra de ficção cristã mais interessante, mais bonita e mais profunda que eu já li. Mas essas palavras não fazem justiça à beleza da obra. É preciso mergulhar na leitura. Será uma viagem espetacular.

Recomendo a todos.

 

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