Quem é que não quer ser feliz? Não é à toa que os livros de auto-ajuda, que dão a receita da felicidade em meia dúzia de passos infalíveis, são líderes de venda. Pelo menos para os autores de tais livros a receita funciona, já que ficam ricos.            

A essência do Reino de Deus é descrita no famoso sermão da montanha, muito citado, mas pouco lido e compreendido. Nesse discurso Jesus lança alguns fundamentos do Reino, não por acaso é chamado por alguns de “Manifesto do Reino”. E a palavra inicial deste sermão é “felizes”, “bem-aventurados”. Alguns estudiosos gostam de fazer uma comparação com a última palavra do Antigo Testamento e a primeira palavra do discurso de Jesus. A última frase do Antigo Testamento é: “Castigarei a terra com maldição”. A primeira de Jesus é: “FELIZES!” É um contraste, que demonstra que Jesus não veio condenar o mundo, nem destruí-lo, mas veio para que o mundo fosse salvo por ele.           

Jesus diz quem são os felizes da terra. Ele não diz como se faz para chegar à felicidade, mas diz os que já são felizes. Então a felicidade, como um lugar aonde se chega, não existe. Porque felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai, como diz Ed René Kivitz.

É certo também que a felicidade não chegará por aquilo que você pode ter, nem pelas pessoas que você pode conquistar, nem pela reputação que você pode construir. Porque tudo isso pode ir embora. Ela não pode depender do que possuímos, nem do que fazemos, nem do que construímos, nem do que realizamos, mas do que SOMOS.             

Tal felicidade não importada de fora, mas nasce na alma de todos os súditos do Reino de Deus, daqueles que são chamados filhos de Deus. É preciso ser e não ter, ou fazer, ou conquistar. É preciso SER. Se você não estiver com o seu coração descansado em Deus, nada do que você realizar, ganhar, comprar, conquistar, trará a você a bem-aventurança, a felicidade perene. Também não se trata aqui de uma alegria eufórica momentânea, mas uma forma de estar feliz e bem-aventurado, na presença de Deus.

Jesus começou o sermão da montanha chocando a opinião pública, porque ele falou algumas coisas que não fazem sentido para o homem comum. Parece que nada tem a ver com a realidade. Quem são os felizes da terra, aqueles realmente que tiraram a sorte grande, os afortunados, os que realmente estão “bem de vida”. Quem?

O conceito humano e mundano diria: Felizes e bem-aventurados os ricos, os honrados no mundo, os que passam pela vida alegres, os que se vestem da melhor forma e com as mais caras grifes, os que têm muitos amigos, os que podem comprar tudo o que quiserem, os que podem viajar para qualquer lugar que quiserem, bem-aventurados os conquistadores, os vitoriosos em tudo o que fazem, os destemidos, os satisfeitos, os espertos, os prósperos! Ah, estes sim, são felizes.

Mas Jesus diz: bem-aventurados os pobres, os mansos, os que choram, perseguidos, os que têm fome e sede de justiça, os puros de coração. São idéias paradoxais e completamente contrárias ao sendo comum. Jesus quebra todos os paradigmas de felicidade que se conhece e promove uma verdadeira reviravolta.           

São felizes não os que “fazem” isso ou aquilo, mas os que “são” mansos, que choram, puros de coração, que tem fome e sede…           

Se você quer ser feliz, comece a transformar sua vida para ser um participante do Reino de Deus anunciado por Jesus.

Márcio Rosa da Silva

Anúncios