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	<title>Inquietações de um aprendiz</title>
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		<title>Inquietações de um aprendiz</title>
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		<title>Os números de 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 22:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog. Aqui está um resumo: A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 17.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 6 concertos egostados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=464&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.</p>
<div style="background:url('/wp-content/mu-plugins/annual-reports/img/emailteaser.jpg') no-repeat center center;height:300px;"></div>
<p>Aqui está um resumo:</p>
</p>
<blockquote><p>A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de <strong>17.000</strong> vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 6 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.</p>
</blockquote>
<p><a href="/2011/annual-report/">Clique aqui para ver o relatório completo</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/464/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=464&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Contar os dias e celebrar a vida!</title>
		<link>http://marciorosa.wordpress.com/2011/12/30/contar-os-dias-e-celebrar-a-vida/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 19:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre o mesmo sentimento: noutro dia começávamos o ano, ele parecia longo, tanto por fazer, tanto tempo pela frente e, agora, já passou. O tempo passa muito rapidamente, nós voamos com ele. O tempo passou e fizemos muitas coisas das quais nos orgulhamos e, certamente, muitas outras pelas quais nos arrependemos. O fato é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=459&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-461" title="" src="http://marciorosa.files.wordpress.com/2011/12/nao-ande-fora-do-tempo1.jpeg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p>É sempre o mesmo sentimento: noutro dia começávamos o ano, ele parecia longo, tanto por fazer, tanto tempo pela frente e, agora, já passou. O tempo passa muito rapidamente, nós voamos com ele. O tempo passou e fizemos muitas coisas das quais nos orgulhamos e, certamente, muitas outras pelas quais nos arrependemos. O fato é que o que passou é imutável, não é possível alterar absolutamente nada. Mas é possível se apropriar desse passado para, como matéria prima, usá-lo para um futuro melhor. É importante olhar para o passado para aprender com ele. Talvez essa seja a única forma de realmente saber apreciar melhor a vida e o ano que começa daqui a pouco.</p>
<p>Aprendi com Ricardo Gondim que o <a title="Tempo que foge!" href="http://www.ricardogondim.com.br/poemas/1401" target="_blank">tempo foge</a>, que devo saborear os anos como o menino que saboreia as últimas jabuticabas de uma bacia, uma de cada vez, lentamente, apreciando cada uma. Quanto mais velhos ficamos, mais vamos dando valor ao tempo, porque ele vai escasseando, vai ficando, portanto, mais precioso. Daí porque temos que ter reverência pela vida e pelo tempo.</p>
<p>“Ensina-me a contar os meus dias, de modo que eu alcance um coração sábio”, foi a oração de um poeta bíblico. Contar os dias com sabedoria, não desperdiçá-los de maneira tola, mas, com inteligência, aproveitá-los ao máximo. Seguem alguns palpites para isso. Repito, são apenas palpites.</p>
<p>Não espere que chegue o dia em que finalmente você vai ser feliz. A felicidade é fugidia, são momentos, muitos deles pequenos, em que você a experimenta. Não espere que um emprego, um casamento, uma viagem, uma faculdade, farão você feliz. O que vai determinar se você vai ser feliz mesmo é o modo como você vai trabalhar nesse emprego, a disposição que você vai ter para uma vida compartilhada pelo casamento, o espírito com que você vai curtir a viagem, por exemplo.</p>
<p>Valorize pessoas mais do que coisas. No fim, serão pessoas que estarão ao seu lado quando você precisar. Ou não. Quem sempre valoriza coisas em detrimento de pessoas, corre o sério risco de ficar sozinho com suas coisas.</p>
<p>Seja mais indulgente com as pessoas, elas não são perfeitas. Assim como você, todas são imperfeitas, falhas, incoerentes. Mas é preciso amá-las assim mesmo, porque você precisa ser amado também. Não tenha expectativas mirabolantes, irrealizáveis, você vai acabar frustrado. Não cobre tanto das pessoas, do mundo e de você. Aceite o fato de que você é humano, e, portanto, inacabado e imperfeito. Assuma sua humanidade e seja autêntico.</p>
<p>Não perca a esperança. O amargo que você pode ter provado no tempo que passou não tira a capacidade do seu paladar de sentir o doce novamente. Por mais dolorosas que tenham sido as lágrimas que você derramou no ano que vai embora, há a possibilidade do riso feliz no ano que começa. Por maiores que tenham sido as frustrações, um novo tempo sempre é a possibilidade de novas realizações, novos sentimentos, uma nova postura diante da vida.</p>
<p>Celebre a vida sempre, celebre os pequenos momentos com as pessoas que você ama. Celebre o tempo que passou e o que está por vir.</p>
<p>Celebremos 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/459/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=459&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Natal das coisas simples</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 21:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[         Ouvi uma reportagem pelo rádio, em que a entrevistadora perguntava onde e como as pessoas passariam o Natal. Todas responderam que iam passar com a família. Algumas variações: “vou à igreja depois vou ficar com minha família”, ou “vou para uma festa, mas antes vou ficar com minha família”. Também ouvi um dizer que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=453&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-456" title="presepio" src="http://marciorosa.files.wordpress.com/2011/12/presepio-casinha-natal-desenho-colorir.jpg?w=490" alt=""   />         </strong>Ouvi uma reportagem pelo rádio, em que a entrevistadora perguntava onde e como as pessoas passariam o Natal. Todas responderam que iam passar com a família. Algumas variações: “vou à igreja depois vou ficar com minha família”, ou “vou para uma festa, mas antes vou ficar com minha família”. Também ouvi um dizer que ia passar sozinho, porque estava longe da família, mas o coração dele estaria com a família. Ainda há os amigos, uma família fraterna, que se escolhe, mas igualmente ligada pelo afeto.</p>
<p>Natal é essa festa em que as pessoas se lembram da família, dos amigos, dos mais necessitados, fazem gestos de solidariedade. E isso é bom, ainda que de modo sazonal, ainda que pequenos, esses gestos são válidos. Bom seria que se repetissem durante todo o ano, mas se acontecem agora, já é alguma coisa. Há sempre uma esperança de que esse sentimento que acontece nessa época do ano se perpetue, ou, pelo menos, seja reavivado em algum momento do ano seguinte.</p>
<p>É claro que, como sempre, muitos de nós cometemos o erro de procurar o “espírito do Natal” nos lugares errados. Ou talvez fique melhor colocar a essência do Natal, o significado dele. Procuramos em shoppings, ou nas ruas comerciais apinhadas de gente aflita por conseguir comprar algo, ou nas celebrações grandiosas e majestosas que o mundo do entretenimento faz. Mas não o encontraremos nesses lugares. Esse foi o erro que os magos do oriente cometeram quando foram procurar Jesus. Foram direto para o palácio de Herodes, mas ele não estava lá. Depois de corrigirem o caminho, encontraram-no envolvido em panos, numa manjedoura (um cocho), numa estrebaria (um curral). Lugar improvável para o Filho de Deus.</p>
<p>Natal é a lembrança de que Deus não somente se fez homem e habitou entre nós, mas de que Ele se fez menino, uma criancinha, frágil, dependente, pequeno. Deus, de tão grande, se fez pequeno. Deus se batizou de humanidade, imergiu em nossa realidade de sangue, suor e lágrimas. E escolheu as coisas simples desse mundo para as quais conferiu importância.</p>
<p>Era desprezível o local onde o menino Jesus nasceu, mas o importante ali era o afeto que recebia de seus pais, afeto que se revelou em cuidado, carinho. Talvez por isso esse clima tão favorável à busca por um lugar cheio de afetos nessa época.</p>
<p>Ali nascia a esperança de dias melhores. Deus não abandonou seus filhos à própria sorte, mas veio até eles, tornou-se um deles, mergulhou no seu cotidiano, foi dependente de uma família, depois, quando adulto, experimentou toda complexidade das relações humanas, do que há de bom e do que há de mais perverso. Da solidariedade à traição.</p>
<p>Mas depois daquela noite, nada mais foi como era antes. Deus está conosco para sempre, imerso em nossa humanidade, presente em nossa caminhada e nos convidando a sermos como ele: humano, simples e pleno de amor e solidariedade.</p>
<p>Na noite de Natal, quando for levantar um brinde, seja em que ambiente for, num palácio ou numa casa simples, celebre a esperança contida no nascimento daquele que é Deus conosco para sempre. Isso é Natal. E é simples.</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/453/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=453&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pessoas ou objetos?</title>
		<link>http://marciorosa.wordpress.com/2011/12/16/pessoas-ou-objetos/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 20:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Escravidão, violência contra a mulher, violência contra a criança, castigos corporais, lei da palmada, sujeito de direitos, direito, sociedade, processo civilizatório, disciplina.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=450&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">A tentativa de fazer do outro um objeto, negando-lhe a condição de sujeito de direitos e, portanto, podendo fazer dele e com ele o que bem entender, esteve sempre presente na história humana. Caso não haja freios, aquele que está em posição de superioridade, seja física ou econômica, irá objetificar pessoas.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">Foi assim com os escravos. Demoramos a nos livrar dessa deplorável mazela. O Brasil foi um dos últimos países a abolir formalmente a escravidão. O ordenamento jurídico permitia que pessoas fossem compradas. Escravos não eram considerados pessoas, eram objetos, propriedade de seus senhores. Eles trabalhavam sem receber salário, as escravas eram usadas também como objeto sexual de seus senhores, e eram submetidos a castigos corporais sempre que seus donos achassem necessário. Apanhavam, eram amarrados no tronco, levavam chibatadas, afinal, argumentava-se, eles não entenderiam nenhuma outra linguagem. Tinham que ter medo, obedecer, permanecer submissos e, para isso, o chicote era instrumento eficaz.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">Com a evolução do Direito e da sociedade, as pessoas continuam tendo que trabalhar para outras, mas agora têm direitos, devem ser remuneradas, respeitadas. Isso é um pesadelo para muitos patrões que gostariam de continuar tratando seus empregados como vassalos. Enxergar no outro um sujeito de direitos é condição indispensável para que sejamos considerados civilizados. </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">Foi assim também com as mulheres (infelizmente ainda o é para muitas). Por muito tempo a mulher foi considerada um ser de segunda categoria e propriedade de seu marido. Tinha que servir àquele sem reclamar, fazer tudo o que ele mandasse, ser submissa, obediente e sempre disponível para o sexo. E caso tentasse se rebelar, podia apanhar do marido. Um objeto, não uma pessoa, uma propriedade, não um sujeito portador de direitos. Felizmente essa realidade mudou, pelo menos no plano jurídico. A lei já não considera as mulheres como seres de segunda categoria, ainda que muitos homens não gostem dessa nova ordem e queiram que velhos tempos voltem, em que eles eram senhores de suas mulheres. Tratar o outro como portador de direitos pode ser assustador para quem está acostumado a ver no outro apenas uma “coisa”.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">Sobrou quem, então? As crianças. Estas são naturalmente frágeis, por algum tempo não conseguem sequer falar, não conseguem se defender, tendo em vista sua condição física em franca desvantagem com relação ao adulto. </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">Para muitos adultos elas devem ser tratadas como outrora foram os escravos e mulheres. Devem fazer tudo o que lhes for mandado, ainda que a ordem não faça o menor sentido, inclusive servindo como pequenos escravos em alguns casos e, se fugirem do que é esperado, devem apanhar, afinal, não entendem outra linguagem. </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">Felizmente as crianças estão protegidas, perante a lei, da exploração do trabalho infantil. Da mesma forma, a lei as protege daqueles pais abjetos que abusam sexualmente de seus filhos, transformando-os em objeto de satisfação de sua lascívia repugnante. </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:medium;">É chegada a hora de proteger as crianças daqueles que insistem em tratá-las como uma propriedade ou um objeto e que se acham no direito de agredi-las fisicamente, seja qual for o pretexto. Se agredir um adulto é crime, não é razoável concluir que agredir uma criança seja aceitável. Ela é um sujeito de direito, jamais um objeto. A disciplina é absolutamente necessária, mas no processo civilizatório em que uma sociedade evolui, outros caminhos não violentos devem ser possíveis.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/450/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=450&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma mensagem subversiva</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 21:47:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A mensagem trazida por Jesus tem um caráter subversivo. Ela não tem o propósito de trazer paz, como aquele sentimento que torna as pessoas com ar sereno e insensível ao que acontece ao redor. Ao contrário, tem o propósito de gerar inquietação nas pessoas. Não é uma mensagem de conformismo, mas o oposto. É para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=446&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mensagem trazida por Jesus tem um caráter subversivo. Ela não tem o propósito de trazer paz, como aquele sentimento que torna as pessoas com ar sereno e insensível ao que acontece ao redor. Ao contrário, tem o propósito de gerar inquietação nas pessoas. Não é uma mensagem de conformismo, mas o oposto. É para deixar as pessoas inconformadas com o atual estado de coisas para que, então, tentem transformar o mundo.</p>
<p>Quem quer paz de espírito, naquele sentido de insensibilização com todo o mal que acontece, tem que buscar outra religião. Em Cristo ficamos inquietos, queremos mudança, não nos conformamos com este mundo. Queremos uma revolução, porque cremos e pregamos uma mensagem que se choca com o sistema do mundo. Que é oposta à lógica mundana, que é oposta ao sistema perverso que impera no mundo.</p>
<p>A primeira subversão é colocar Deus acessível a todos. Aquilo que era monopólio da religião institucionalizada, agora é democrático, está ao alcance de quem quisesse. Deus não está mais distante, mas agora se fez homem como nós e se colocou no nosso nível, para ser um conosco, para ser Deus conosco.</p>
<p>Depois, é necessário compreender que a mensagem pregada por ele tem muito mais a ver com a vida antes da morte do que depois dela. Não é uma receita sobre como conseguir a vida após a morte, mas sobre como viver a vida aqui e agora. Em vez de dirigir nossa atenção para a vida além túmulo, nos céus, fora desta vida e para além da História, é preciso focar nessa vida, porque o Reino de Deus já chegou até nós e é pra ser vivido e experimentado aqui.</p>
<p>A subversão consiste em não nos conformarmos com a maldade deste mundo, com as injustiças, com a intolerância, com a miséria. O Evangelho é um chamado à transformação!</p>
<p>O mandamento de amar os inimigos e fazer o bem a quem nos odeia é absolutamente subversivo, porque se opõe à lógica dominante.</p>
<p>Jesus chocou, e ainda choca, a opinião pública, porque ele falou algumas coisas que não fazem sentido para o homem comum. Parece que nada tem a ver com a realidade. Mas são verdades revolucionárias. Posturas que, se adotadas, vividas, podem mudar, transformar o mundo.</p>
<p>Não mudaremos a realidade ao nosso redor decretando isso em 40 dias de oração, ou 30 dias de jejum, ou dando 7 voltas cidade durante a madrugada, nem amarrando demônios por decretos. Isso não vai mudar nada.</p>
<p>Mas no dia em que alguns, com firme propósito, passarem a viver um pouco do conteúdo da mensagem do Evangelho, uma mudança revolucionária estará a caminho.</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
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		<title>Ninguém deve ser idealizado, somos humanos.</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 22:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Idealizar demais uma pessoa ou uma instituição, seja ela qual for, é a receita para a decepção. Projeções sempre geram frustrações. E se quem é idealizado não quiser ser decepcionante vai ter que ficar se esforçando pra ser o que esperam dele e isso é escravizante, tira qualquer possibilidade de ser autêntico. Barack Obama foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=442&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Idealizar demais uma pessoa ou uma instituição, seja ela qual for, é a receita para a decepção. Projeções sempre geram frustrações. E se quem é idealizado não quiser ser decepcionante vai ter que ficar se esforçando pra ser o que esperam dele e isso é escravizante, tira qualquer possibilidade de ser autêntico.</p>
<p>Barack Obama foi eleito sob uma aura de quase santidade, um messias. Muitas expectativas. Quase todas frustradas. Ele é apenas mais um presidente estadunidense, não um messias.</p>
<p>No ambiente religioso isso é ainda mais comum. Mitificamos o passado e criamos santos, é a hagiografia cristã. Imaginamos que os santos eram perfeitos e tinham sempre aquela auréola sobre a cabeça. Mas eles foram homens e mulheres, imperfeitos.</p>
<p>O protestantismo também tem sua hagiografia. Mitificamos Martinho Lutero, por exemplo. Ninguém tira os méritos do grande reformador, mas ele se mostrou um anti-semita no fim de sua vida. Escreveu textos destilando ódio aos judeus. João Calvino esteve às voltas com o julgamento e condenação de seu opositor Servetus, que acabou executado. Martin Luther King Jr, um dos meus heróis, quem diria, tinha problemas na área de fidelidade conjugal. Todos são heróis, “santos” protestantes, mas eram apenas humanos, falhos e sujeitos às mesmas dificuldades que qualquer um.</p>
<p>Pode ser chocante ter conhecimento disso, mas precisamos reconhecer que ninguém é perfeito. Somos humanos. Fomos criados assim. E Deus gosta de nós assim mesmo.</p>
<p>Quando criou a humanidade, viu Deus que era muito bom. Deus nos aprecia. Não apenas nos tolera, apesar de nós mesmos, mas aprecia sua criação. Nos ama mesmo, de verdade.</p>
<p>Jesus não idealizou seus discípulos, sabia quem eles eram. Eles não foram chamados por serem perfeitos, mas por estarem dispostos. Deixaram tudo para abraçar uma proposta de vida transformadora trazida por aquele nazareno. A obra de Deus não é conduzida por pessoas perfeitas, mas por pessoas dispostas.</p>
<p>Por isso, não idealize seu pastor ou sua pastora. Eles são apenas humanos. A oração deles não é melhor que a sua e ninguém garante que eles tenham mais intimidade com Deus do que você.</p>
<p>Não idealize sua igreja. Ela é apenas um grupo de pessoas tentando acertar. Um grupo de maltrapilhos que anseiam por Deus, por seu amor e por sua graça. Não há igreja perfeita, nem infalível. Igreja boa não é aquela que se diz perfeita, essa é diabólica. Igreja boa é aquela que faz as pazes com a humanidade de seus membros e abre espaço para que sejamos autênticos. Sem falsas expectativas, sem idealizações adoecedoras, sem projeções escravizantes.</p>
<p>Tem gente que idealiza o Evangelho, desumanizando sua mensagem e fazendo dele um instrumento de opressão através da religião. Mas o Evangelho é libertador justamente porque foi escrito para humanos, não para perfeitos. Esses não são humanos.<em></em></p>
<p>Até Deus pode ser idealizado. Quem projeta em Deus um super-homem que vai sempre livrá-lo das enrascadas, vai ficar decepcionado. Quem idealiza Deus como um Papai Noel celestial, que vai sempre dar presentes pra seus filhos que se comportarem bem, também vai se frustrar.</p>
<p>Deus é o amor que abraçou nossa humanidade em Jesus Cristo. Não é um super-homem ou um papai Noel. É Deus.</p>
<p>Por fim, não idealize a você mesmo. Reconheça: você é humano. A vida é frágil, você é imperfeito, não é blindado, nem um santo, mas apenas um ser humano composto de luzes e sombras.</p>
<p>Fazendo as pazes com nossa humanidade, a vida fica mais leve.</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/442/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=442&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um novo paradigma</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 13:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos de nós temos dificuldade de lidar com o novo, porque o novo é também o desconhecido. Um pensamento antigo por transmitir mais segurança, afinal, pensa-se, já serviu por tanto tempo e a tantas gerações, poderá servir para a nossa também. Será? Imagine se nunca tivessem questionado o paradigma de a terra ser o centro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=440&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos de nós temos dificuldade de lidar com o novo, porque o novo é também o desconhecido. Um pensamento antigo por transmitir mais segurança, afinal, pensa-se, já serviu por tanto tempo e a tantas gerações, poderá servir para a nossa também. Será?</p>
<p>Imagine se nunca tivessem questionado o paradigma de a terra ser o centro do universo? Mas alguém questionou. Ainda bem. Agora tudo girava em torno do Sol. Mudou-se de novo, foram descobertos outros sóis, e outras galáxias e, mais uma vez, mudamos nossa forma de ver o universo. Mas muita gente foi pra fogueira por conta disso. É o medo do novo.</p>
<p>A novidade quebra as sólidas plataformas do “status quo”. E se nunca tivessem questionado as monarquias absolutistas? O paradigma da democracia substituiu o da tirania, o da ditadura. É claro que para desgosto dos que usufruíam das benesses do poder tirânico.</p>
<p>Quando se vai quebrar um paradigma, substituir um modelo, lançar outra plataforma, há sempre uma revolução, por assim dizer. E os donos do poder, seja ele político, científico, econômico ou religioso, nunca ficarão satisfeitos com a mudança.</p>
<p>No caso de Jesus, o que parecia só uma suspeita, agora fica mais evidente. Aquele pregador, vindo de Nazaré, queria estabelecer algo novo. Ele já vinha dando pistas. Em Caná, transformou água em vinho, e o vinho novo era melhor.  Um tempo depois, ele abriu o jogo. A partir de um questionamento acerca do jejum, que ele e seus discípulos não faziam, ele contou uma parábola: não se coloca vinho novo em odres velhos, senão estas vasilhas de couro estourarão após a fermentação do vinho.</p>
<p>Ele estava falando de uma mudança paradigmática. Ele veio estabelecer uma nova aliança, trazer uma boa nova, uma nova forma de enxergar Deus, de ver a vida, de se relacionar com Deus e com as pessoas.</p>
<p>O antigo sistema era de observância rígida de leis religiosas, de uma multidão de regras, de um emaranhado de ritos, que tendiam a escravizar as pessoas. A novidade trazida por Cristo caracteriza-se pela liberdade, por um relacionamento íntegro com Deus e com as pessoas, baseado no amor.</p>
<p>Nessa nova ordem, o verdadeiro jejum consiste em soltar as correntes da injustiça, partilhar a comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu e não recusar ajuda ao próximo, confirmando a máxima de que Deus quer misericórdia e não sacrifício.</p>
<p>O novo fundamento foi lançado por Jesus quando disse que o maior mandamento era o amor a Deus e ao próximo. E só se ama a Deus através do amor ao próximo, com ações práticas de solidariedade, generosidade, elegância, carinho, integridade, compaixão e não com ritos religiosos vazios.</p>
<p>Oportunidades não faltam para manifestar esse amor. Hoje, no mundo, há quase dois bilhões de pessoas na pobreza extrema, e ainda tem gente que fica exigindo de Deus um carro importado em oração. É muito cinismo, muito egoísmo e muita insensibilidade com os que passam necessidade. Alguns desses necessitados estão em nossa cidade. Façamos algo!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/440/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=440&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ter fé é também correr riscos</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 21:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é fé, senão uma aposta? Para aquilo se tem certeza a fé não é necessária. Fé é para aquilo que não se vê, que não se pode tanger, pode-se tão somente esperar. Ter fé é arriscar-se. Acreditar num futuro diferente e melhor é ter fé. Por isso que em Deus temos fé. Não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=434&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é fé, senão uma aposta? Para aquilo se tem certeza a fé não é necessária. Fé é para aquilo que não se vê, que não se pode tanger, pode-se tão somente esperar. Ter fé é arriscar-se. Acreditar num futuro diferente e melhor é ter fé. Por isso que em Deus temos fé. Não o vemos, não o tocamos, mas cremos. É uma aposta que fazemos.</p>
<p>Isso acontece também nos relacionamentos. O casamento, por exemplo, é uma aposta. Não há certeza que vai dar certo, não se consegue prever o futuro. Mas quem se casa, o faz apostando que vai dar certo.</p>
<p>Em tudo na vida é assim. Por mais planejamento que se tenha, por mais que se tenha calculado todas as probabilidades, há sempre uma dose de imprevisão.</p>
<p>Quem não quer correr riscos não pode empreender coisa alguma, nem se relacionar com ninguém, porque relacionar-se é correr riscos, inclusive de se decepcionar muito e gravemente. Mas se não arriscar como saber?</p>
<p>Se não quer correr o risco de se decepcionar com pessoas, nunca se envolva, não faça amigos, se isole completamente, assim você não corre o risco de se machucar e também não machucará ninguém. Mas isso não é vida. É preciso arriscar-se.</p>
<p>Se você só vai participar de uma igreja quando encontrar uma em que as pessoas sejam perfeitas, cheias de fé, plenas de amor, retas em justiça, prontas para o céu, então se isole, fique só em sua casa, nunca entre em uma igreja. Mas se você aceita se arriscar para caminhar ao lado de gente capenga, falha, finita, pecadora, com todos os vícios e todas as virtudes que qualquer ser humano tem, então arrisque-se, envolva-se, comprometa-se com uma comunidade de fé.</p>
<p>Se você acha que o mundo não tem jeito, que nada nunca vai mudar, que os injustos sempre vão se dar bem e que os bons sempre vão sofrer, que não há nada que você possa fazer para alterar o mundo em sua volta para melhor, então não faça nada, fique olhando as coisas acontecerem e seja absorvido pelo seu cinismo. Mas se acredita que alguma coisa pode ser diferente e que você pode colaborar para isso; se você aposta que alguma coisa pode ser alterada se você deixar o imobilismo e o comodismo, então arrisque-se. Dê um salto de fé.</p>
<p>Se você acha que a vida é uma droga. Se não consegue ver nada de belo na vida, se não é agradecido por nada, então tem mesmo que ficar sentado num “trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”, como já cantou Raul Seixas. Mas você pode se arriscar e fazer algo.</p>
<p>Se você acha que as palavras de Jesus são uma balela e que a proposta de amor ao próximo como lei maior não vale nada e não muda nada,  então tudo bem, continue como está, vivendo uma religiosidade fria, sem vida e irrelevante. Se você vê a Deus como um Papai Noel bíblico que está pronto a dar a você os brinquedinhos que você tanto pede, se sua relação com o sagrado é infantil e baseada na troca, então continue se infantilizando.</p>
<p>Mas se você vê algo de transformador na mensagem de Cristo, algo revolucionário na proposta dos Evangelhos, então arrisque-se e comece a agir de modo a alterar para melhor o atual estado de coisas. Isso é fé.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
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		<title>Da superficialidade à maturidade</title>
		<link>http://marciorosa.wordpress.com/2011/10/14/da-superficialidade-a-maturidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 00:36:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos a era da superficialidade. Tanto é assim, que um dos maiores fenômenos da atualidade é o Twitter, microblog no qual as postagens não podem exceder 140 caracteres. Um amigo, editor de um blog muito acessado, disse-me que quando ele posta textos com mais de quatro parágrafos, quase ninguém lê. Se a pessoa não lê [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=429&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos a era da superficialidade. Tanto é assim, que um dos maiores fenômenos da atualidade é o Twitter, microblog no qual as postagens não podem exceder 140 caracteres. Um amigo, editor de um blog muito acessado, disse-me que quando ele posta textos com mais de quatro parágrafos, quase ninguém lê. Se a pessoa não lê algo que tenha mais de quatro parágrafos, como vai ler Guerra e Paz, Os miseráveis, ou Os Sertões?</p>
<p>Nos relacionamentos há muita superficialidade. “Ficar” tornou-se uma modalidade de relacionamento amoroso, lembrando que esse ficar é dar uns beijos ou algo mais, por apenas um evento. Nem precisa ligar no dia seguinte. Tempos rasos.</p>
<p>Essa cultura da superficialidade foi levada para o campo religioso. Hoje se vive muito claramente uma religião de mercado. Aquela que oferecer o melhor “produto” terá mais “clientes”, ou melhor, fiéis. Fiéis é modo de dizer, porque só serão fiéis enquanto houver conveniência. No dia em que aquela religião não mais lhe servir, muda pra outra mais adequada aos estímulos de consumo.</p>
<p>O “ficar” migrou para a experiência religiosa. A pessoa “fica” com Deus.<strong> </strong>Vai a uma igreja, sente um friozinho na espinha, tem uns êxtases, é gostoso, mas depois que sai daquele ambiente não “assume” Deus na vida diária.<strong></strong></p>
<p><strong></strong>Pode ser também a superficialidade baseada na necessidade de algo.<strong> </strong>A pessoa está numa enrascada, quer passar num concurso, quer arrumar alguém para casar, então vai à igreja pra ver se Deus arruma isso pra ela. Enxergam a igreja como uma fornecedora com grandes prateleiras onde produtos são oferecidos. Ora, isso não é espiritualidade, é consumismo.<strong></strong></p>
<p><strong></strong>Então Jesus morreu na cruz pra isso? Para que as pessoas fiquem olhando para o próprio umbigo e fazendo “campanhas” de oração pra arrumar marido, conseguir um carro novo e coisa e tal? Não, definitivamente, não. Isso é ser superficial demais!</p>
<p>O convite de Jesus é para rompermos a superficialidade e explorarmos águas mais profundas.</p>
<p>Quantos cristãos ainda são imaturos na fé? Eternamente perguntando se pode fazer isso ou aquilo, melindrados e magoados por qualquer coisa, incomodados com qualquer cisco no olho do outro, mas sem enxergar as traves no próprio.</p>
<p>Quantos não conseguem fazer qualquer abstração e levam tudo ao pé da letra?     Se não há capacidade de abstração, como entender que Jesus é a porta, a água, o pão, o vinho, o caminho? Quem leva a bíblia ao pé da letra é um imaturo na fé. Como vai entender, por exemplo, as parábolas de Jesus?</p>
<p>Há um convite à maturidade, para deixar essa relação utilitária com Deus, do toma lá, dá cá: “toma lá minhas orações, meus jejuns, minhas vindas à igreja, minhas ofertas&#8230; dá cá a minha benção, minha vida blindada, meus livramentos”.</p>
<p>A maturidade nos leva a uma relação de cooperação com Deus.<strong> </strong>Não ficar esperando Deus fazer as coisas por si e pelo mundo, mas se colocar como cooperador para realizar transformações junto com Deus, ser um agente de transformação. Mas isso exige um abandono do superficial para uma relação madura com Deus e com a vida.</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/429/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/429/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/429/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=429&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pena de morte, a vitória da barbárie</title>
		<link>http://marciorosa.wordpress.com/2011/09/30/pena-de-morte-a-vitoria-da-barbarie/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 20:17:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 21 de setembro passado, o estado norte-americano da Geórgia executou Troy Davis, após um processo em que várias testemunhas que serviram de base para a condenação voltaram atrás, afirmando que tinham sido coagidas quando o apontaram como culpado. Mesmo assim, a sentença foi cumprida e o rapaz foi morto, para regozijo dos que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=424&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 21 de setembro passado, o estado norte-americano da Geórgia executou Troy Davis, após um processo em que várias testemunhas que serviram de base para a condenação voltaram atrás, afirmando que tinham sido coagidas quando o apontaram como culpado. Mesmo assim, a sentença foi cumprida e o rapaz foi morto, para regozijo dos que amam a lei de talião, a lei do “olho por olho, dente por dente”.</p>
<p>Num país cristão, de maioria protestante, quase não se ouviram vozes que protestassem contra a pena capital. Por aqui, em terras tupiniquins, quase totalmente cristão, de maioria católica, também não houve indignação aparente. Muitos até aplaudem a aplicação do assassinato praticado pelo Estado.</p>
<p>Dia 29 de setembro, pouco mais de uma semana depois, outra possível aplicação da pena de morte causou furor, em especial nos meios religiosos. O pastor Youssef Nadarkhani, que mora no Irã, foi condenado à morte e pode ser executado, por ter abandonado o Islã e se convertido ao cristianismo. A lei daquele país pune a apostasia com a morte. Um absurdo. Uma coisa pavorosa.</p>
<p>O presidente Barack Obama se apressou em condenar tal medida, mas nenhuma palavra dele se ouviu acerca de Troy Davis. Muitas igrejas por aqui já fazem correntes de oração e abaixo assinados para que aquele país revogue a pena. Eu mesmo já assinei um desses documentos. Mas o desconcertante é que nada se viu em favor do negro norte-americano. Por quê?</p>
<p>A pena de morte é reprovável em si mesma, independente do contexto. Ela é sempre uma vitória da barbárie. O fato de alguém de ter cometido uma violência não justifica o uso de mais violência. Fosse assim, a sociedade submergiria num mar de sangue. O Estado tem de ser capaz de responder aos violentos crimes de maneira civilizada.</p>
<p>A pena privativa de liberdade, a prisão, teoricamente, não é apenas punição, mas uma tentativa de ressocializar o criminoso. Nem sempre dá certo, mas se entre mil apenas um se recuperar, já terá valido a pena. A pena de morte é a desistência da vida e a declaração de que aquele sujeito é cem por cento ruim. Isso é muita pretensão, pra dizer o mínimo. A pena que tenta reeducar é também um aceno da sociedade de que reconhece que não há ninguém totalmente mau. Por outro lado também não há ninguém totalmente bom. Se o sistema não funciona, é outra coisa, é preciso aprimorá-lo, mas não justifica a radicalização que elimina o problema matando as pessoas. Isso é coisa que os bandidos fazem, não um estado democrático de direito civilizado.</p>
<p>Além disso, a pena de morte é a negação dos valores cristãos mais caros. O Jesus dos Evangelhos é a encarnação da resistência pacífica, a consagração da não-violência. “Não se deve pagar o mal com o mal, mas vencer o mal com o bem” é o princípio que decorre de todos os ensinamentos de Jesus e que joga uma pá de cal em qualquer discussão que pretenda demonstrar que a pena de morte é legitimada por Cristo. É claro que isso não impediu que ele mesmo fosse vítima de um julgamento injusto e, depois, executado. Ele mesmo, vítima da pena de morte.</p>
<p>Depois de tanto tempo, o mundo, seja no distante e aparentemente inóspito Irã, seja na civilizada e opulenta América do Norte, ainda é bárbaro. Que triste.</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/424/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=424&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O ateísmo de Nando Reis</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 21:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses o cantor e compositor Nando Reis declarou-se ateu. Isso bastou pra que ele passasse a sofrer uma saraivada de insultos e ameaças por parte dos “amorosos” seguidores de Deus. Tem alguma coisa errada nisso. Não na declaração do artista, que, num país livre, deve ser recebida com naturalidade, mas na reação daqueles que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=419&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses o cantor e compositor Nando Reis declarou-se ateu. Isso bastou pra que ele passasse a sofrer uma saraivada de insultos e ameaças por parte dos “amorosos” seguidores de Deus. Tem alguma coisa errada nisso. Não na declaração do artista, que, num país livre, deve ser recebida com naturalidade, mas na reação daqueles que se declaram tão crentes, tão seguros de sua fé, tão plenos da certeza da própria salvação. Se há tanta segurança, por que achar que declarações desse tipo sejam uma ameaça? Se há tanta fidelidade a Deus, não seria o caso de agir com mais amor com os que não professam a mesma fé, já que Deus é amor?</p>
<p>Desconfio que as ditas reações só reforcem o distanciamento de muitos. Quem é que quer um Deus tão virulento, tão tosco, que se sente tão ameaçado pela descrença, tão rancoroso com os que crêem diferente ou simplesmente não crêem? Eu é que não quero. O Deus que Saramago, outro célebre ateu, retratou no livro Caim, bem reflete as atitudes de muita gente crente, mas é um Deus completamente truculento e manipulador. Também sou ateu de um Deus assim.</p>
<p>Quanto mais truculentas forem as atitudes dos crentes com relação às descrenças, mais descrentes haverá, e com razão. Quanto mais gente houver que se acha portadora da lista dos que vão desfrutar o céu e dos que vão torrar no inferno, mais gente vai se declarar descrente. Quanto mais exclusivistas forem as instituições religiosas, tanto mais pessoas vão considerá-las irrelevantes e antipáticas.</p>
<p>Há um descompasso entre a forma como Jesus agia e como muitos de seus pretensos seguidores agem. Ele foi extremamente acolhedor e compreensivo, principalmente com aqueles que estavam fora dos quintais religiosos, os marginalizados e oprimidos. Socorreu até aqueles que crendo, descriam. Sua intolerância era apenas com religiosos que se viam como senhores da verdade, incontestáveis, implacáveis. A esses ele chamou de raça de víboras.</p>
<p>As virtudes revolucionárias do evangelho são, entre outras, amor incondicional, solidariedade, altruísmo, igualdade, liberdade, respeito à dignidade humana. Mas elas não passam nem perto dessa turma que mais se preocupa em anotar nomes de incréus na caderneta do inferno. Se gastassem suas energias em viver e espalhar aquelas virtudes o mundo seria outro e os descrentes, amados e, talvez, não tão descrentes.</p>
<p>Acho que é preciso aprender com o seguinte poema:</p>
<p>“Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar, o amor que vive em mim. Vem visitar, sorrir, vem colorir, solar, vem esquentar e permitir.</p>
<p>Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz no giz do gesto, o jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar.</p>
<p>Guardei, sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer. Além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar.”</p>
<p>Sim, esta é uma canção dele, Nando Reis.</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://marciorosa.wordpress.com/2011/09/09/o-ateismo-de-nando-reis/"><img src="http://img.youtube.com/vi/rkAvi_FRKyI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/419/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=419&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre culpa, medo e liberdade.</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 22:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Culpa. Eis aí um elemento imprescindível para a manipulação religiosa. No mercado da fé, a culpa é um produto sempre em alta, não como mercadoria propriamente dita, mas como indutora do consumo. Se o consumidor tem culpa, compra qualquer produto que lhe for oferecido para se livrar dela. Na verdade para se livrar do medo. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=415&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Culpa. Eis aí um elemento imprescindível para a manipulação religiosa. No mercado da fé, a culpa é um produto sempre em alta, não como mercadoria propriamente dita, mas como indutora do consumo. Se o consumidor tem culpa, compra qualquer produto que lhe for oferecido para se livrar dela. Na verdade para se livrar do medo. Esse é outro elemento indispensável para manter pessoas no cabresto.</p>
<p>É por isso que o medo é incompatível com o amor. Para ser amor de verdade tem de ser livre, e para ser livre não pode haver medo. Se para amar é necessário ameaçar com um castigo impiedoso, não haverá amor, mas uma submissão forçada. A mulher que permanece com o marido porque este lhe ameaça bater ou matar não o ama, apenas teme por sua vida. Ou, se não é isso, tem uma relação completamente doentia, porque quer ficar com alguém que lhe ameaça o tempo todo.</p>
<p>Já admirei a eloqüência da pregação “Pecadores nas mãos de um Deus irado” de Jonathan Edwards, mas hoje só consigo ver ali uma divindade com sangue nos olhos e babando de vontade fazer sofrer as pessoas, com uma ira represada que, quando irromper, devorará todos os ímpios. Esse Deus é bem diferente daquele que vejo na face de Jesus, que não veio para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.</p>
<p>Jesus é a encarnação de Deus. Deus que tanto amou seus filhos que se fez gente e habitou entre eles. Ele é o amor substantivo concreto. Amor que foi levado às últimas consequências. Mas como os religiosos preferem uma ameaça concreta de punição em vez de uma proposta de salvação gratuita, trataram logo de assassinar o amor. Ainda bem que o amor vence afinal, ressurge e reparte sua vida com seus amigos, seus discípulos. Outra coisa que esse pessoal de sangue nos olhos não tolera é que Deus tenha amigos e não escravos tratados na base do chicote. Sim, Jesus quer amigos, sem medos, sem ameaças, sem retaliações.</p>
<p>Que valor teria a encarnação e toda essa extraordinária história de amor entre Deus e seus filhos se, na verdade, acorre-se a ele por medo da constante ameaça de ser fritado num caldeirão de azeite fervente por toda a eternidade?</p>
<p>O amor de Deus é incondicional. A graça é de graça mesmo. Amor e graça dão liberdade. Culpa e medo levam à escravidão. Um Deus que chama seus seguidores não de servos, mas de amigos, é o que dá a liberdade. Os que quiserem ficar com ele e desfrutarem de sua amizade serão amados. Os que quiserem ir embora, são livres para fazê-lo, continuarão amados. E continuarão sendo esperados de volta. A porta estará sempre aberta.</p>
<p>Quem de nós quer amigos que só ficam ao nosso lado por conveniência ou porque estão sendo chantageados? Se não queremos amigos assim, por que Deus usaria então a chantagem, a ameaça, para que permanecêssemos com ele? Deus não está irado, mas em paz conosco. Ele nos ama. Não há condicionantes para isso. Somos livres para sermos amigos dele, ou não.</p>
<p>Deus é amor e no amor não há medo!</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
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		<title>Um olhar para a sociedade – parte III</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 21:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que Jesus tinha uma simpatia pelos marginalizados, tendo em vista os episódios envolvendo samaritanos (considerados impuros), publicanos (considerados corruptos e traidores da pátria), mulheres (nem eram consideradas na época), leprosos, prostitutas (referiu-se a elas como entrando no Reino na frente dos fariseus). Todas essas pessoas eram marginalizadas na época de Cristo, mas todas foram [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=411&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que Jesus tinha uma simpatia pelos marginalizados, tendo em vista os episódios envolvendo samaritanos (considerados impuros), publicanos (considerados corruptos e traidores da pátria), mulheres (nem eram consideradas na época), leprosos, prostitutas (referiu-se a elas como entrando no Reino na frente dos fariseus). Todas essas pessoas eram marginalizadas na época de Cristo, mas todas foram tratadas com dignidade por ele.</p>
<p>Atualmente há muitos excluídos. Do mercado, porque não têm recursos para consumir, e tudo o que é necessário para viver está disponível no mercado para o consumo. Excluídos do lazer mais simples, visto que para tudo é necessário dinheiro. Do mercado de trabalho, porque não têm acesso à qualificação. Só não estão excluídos dos meios de comunicação, que o tempo todo passam a mensagem de que precisam comprar pra serem alguém. Com tanta pressão para o consumo e excluídos do mercado, imaginem a angústia.</p>
<p>Além dos excluídos do mercado, há os que são discriminados, aqueles tratados de forma diferente por algum critério geralmente imposto por uma maioria, ou um grupo com mais poder. São discriminações por questões raciais ou de origem, gênero, orientação sexual, religião, deficiência física ou mental, nível de renda, etc.</p>
<p>O cristão deve ter um olhar sensível para os excluídos e discriminados da sociedade, para que haja inclusão, acolhimento e dignidade a todos, sem exceção.</p>
<p>Também é preciso que o olhar seja espiritualizado, mas uma espiritualidade humana, sem divisões entre o que é espiritual e secular. Essa dicotomia é equivocada. Não podemos olhar a sociedade com esse olhar dicotômico. Nossa herança religiosa ensina que há lugares e momentos religiosos, sagrados, bem separados da vida real, cotidiana. Mas não é assim. Tudo é sagrado, tudo é humano, Deus está em todo lugar, a vida é sagrada. O que quer que eu faça que promova o bem e a vida é espiritual, divino. O que quer que eu faça que promova ou aprofunde estruturas de morte é espiritual, diabólico.</p>
<p>Se servir ao próximo é servir a Cristo, então temos oportunidades constantes de serviço espiritual, que é humano mesmo, e por isso espiritual. Não deve haver separação. É uma coisa só. O campo missionário, onde a principal tarefa é servir, é o mundo ao nosso redor.</p>
<p>Amor e graça devem impregnar esse olhar espiritual humanizado. Ter esse compromisso com o próximo pode parecer uma obrigação pesada, mas deve ser encarado com uma forma de partilha, de ações realmente gratuitas, sem querer receber de volta, sequer reconhecimento. Isso é graça.</p>
<p>Nosso olhar deve estar disposto a transformações. Primeiramente, transformação de si mesmo. Quando conseguirmos transformar nosso olhar, nossa forma de ver e compreender as coisas, nos tornaremos agentes de mudança, de transformação. Renovar nossa forma de pensar e julgar é o começo da transformação do mundo, porque o mundo começa a se transformar a partir de cada indivíduo.</p>
<p>Talvez não saibamos exatamente como eliminar as mazelas da nossa sociedade, mas, ao olhar para elas temos que ter duas atitudes: primeiro dizemos: “está errado, as coisas não precisam e não podem ser assim”; segundo: “vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para mudar o mundo para melhor”.</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/411/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=411&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um olhar para a sociedade – parte II</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 21:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No artigo anterior tratei de algumas formas de olhar pouco adequadas dos cristãos e da igreja para a sociedade. Mas qual, afinal, deve ser esse olhar? Eis algumas sugestões: Deve-se olhar a sociedade como um grande campo missionário, no qual a maior missão seja servir. A proclamação do Evangelho através do serviço, que é resultante [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=409&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No artigo anterior tratei de algumas formas de olhar pouco adequadas dos cristãos e da igreja para a sociedade. Mas qual, afinal, deve ser esse olhar? Eis algumas sugestões:</p>
<p>Deve-se olhar a sociedade como um grande campo missionário, no qual a maior missão seja servir. A proclamação do Evangelho através do serviço, que é resultante do amor, é incontestável. Quando se faz assim, não se olha como alguém que está fora e é superior porque já foi “iluminado”, mas como alguém que está dentro do tecido social e se dispõe a servir às pessoas. Tenho a impressão que foi isso que Jesus quis ensinar quando se enrolou numa toalha e lavou os pés dos discípulos e disse “eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz”.</p>
<p>É necessário substituir aquele olhar superior, de quem já tem o céu garantido e tem pena dos miseráveis pecadores que vão para o inferno, por um olhar mais humilde. O cristão, que carrega consigo a esperança do Reino de Deus, tem a responsabilidade de não admitir que as pessoas vivam num inferno aqui na terra.</p>
<p>Mas o inferno existe mesmo? Sim, e é mais real do que se imagina. Atualmente os campos de refugiados somalis são uma prova cabal de que o inferno existe. Mas existem infernos mais próximos de nós. A enfermaria de um hospital público superlotado, uma penitenciária, multidões morando em casas de papelão, sem, sequer, água encanada (como admitir isso nos tempos em que vivemos, quando há tantos avanços tecnológicos?). Infernos bem próximos. Sem contar aquelas pessoas que vivem um inferno existencial por variados motivos, inclusive religiosos.</p>
<p>Deve ser um olhar de compaixão que é o contrário da indiferença, um olhar sensível. Não como alguém que está desconectado da sociedade, mas que dela faz parte, tanto que sente suas dores.</p>
<p>Não é razoável olhar ao redor e não sentir absolutamente nada ao ver as mazelas do nosso mundo. Não é humano estar completamente anestesiado a tal ponto de não se sentir incomodado com os infernos vividos por muita gente, por pessoas que são nosso próximo, por quem deveríamos nutrir tanto amor. É triste saber que tem gente cheia de melindres, que se sente tão “incomodada” por (supostos) problemas que vê dentro da igreja, ou na vida de pessoas que a frequentam, mas não se incomoda nada com o mal que grassa bem debaixo de seus narizes no mundo ao redor.</p>
<p>O cinismo não é uma opção para o cristão. O discípulo de Cristo precisa deixar o seu coração pulsar segundo o pulsar do coração de seu Senhor. O notável sociólogo, teólogo e poeta britânico John Donne, já no século XVII, tinha razão quando escreveu que “nenhum homem é uma ilha inteiro em si mesmo. (&#8230;) A morte de qualquer homem me diminui, porque estou envolvido na humanidade. Portanto, nunca procure saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti” (Meditações XVII). Se qualquer pessoa tem sua dignidade aviltada, todas as demais deveriam se sentir afetadas. Compaixão, mesma paixão, mesma dor, mesmo sentimento, compartilhar o sofrimento, a paixão, a dor. Quando a dor do outro doer em nós, vamos fazer algo para aliviá-la.</p>
<p>(continua&#8230;)</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/409/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=409&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um olhar para a sociedade</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 22:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos seres sociais, gregários, a vida em sociedade é uma imposição da própria natureza humana. Mas qual é o olhar da igreja e dos cristãos para a sociedade? Para responder a essas perguntas, precisaríamos saber de que “igreja” e de que “cristão” estamos falando, tendo em vista as enormes e irreconciliáveis diferenças entre os muitos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=405&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somos seres sociais, gregários, a vida em sociedade é uma imposição da própria natureza humana. Mas qual é o olhar da igreja e dos cristãos para a sociedade? Para responder a essas perguntas, precisaríamos saber de que “igreja” e de que “cristão” estamos falando, tendo em vista as enormes e irreconciliáveis diferenças entre os muitos grupos que se identificam como igreja e como cristãos.</p>
<p>Tenho a impressão que por muito tempo o olhar de setores da igreja evangélica para a sociedade tem sido como o de alguém que olha de fora, como se separado fosse. Seria um grupo dissociado, não conectado com o todo, que olha para o resto do mundo, mas não se identifica como parte dele.</p>
<p>E o que ela vê? Multidões a serem convertidas ao seu grupo. Ou para serem conquistadas, para usar um termo muito apreciado nesse meio. Almas que precisam ser arrancadas do inferno para povoar o céu. Miseráveis perdidos condenados ao fogo do inferno, esperando o momento de “ouvirem” a boa nova. Caso adiram a essa boa nova serão livres de todo o mal e terão a terra prometida (no futuro – depois da morte), caso a rejeitem, continuarão condenados ao inferno, mas o grupo que proclamou a “verdade” já não tem mais nenhuma responsabilidade ou culpa nisso, pois já cumpriu o seu papel.</p>
<p>Então é isso? É esse o olhar que a igreja e os cristãos devem ter para a sociedade? Entendo que não. Precisamos de um outro olhar.</p>
<p>Esse olhar não pode ser como de alguém que se julga superior. Quem se julga salvo e vê os demais apenas como pecadores destinados à danação corre o risco de enxergar dessa forma.</p>
<p>Também não pode ser indiferente, como o de quem não tem nenhuma responsabilidade para com a dor do outro. O sujeito não se sente causador do sofrimento alheio, logo não tem porque se importar e não precisa fazer nada para mudar a situação. Peca-se pela omissão.</p>
<p>Não pode ser um olhar simplista, porque a sociedade é complexa, diversa. Olhar a todos como uma massa homogênia é desconsiderar as múltiplas características que uma sociedade como a nossa tem e não reconhecer as enormes disparidades e as muitas injustiças sociais existentes.</p>
<p>Não pode ser um olhar como de quem deseja instrumentalizar o povo.  Fazer proselitismo com o propósito de afirmar poder institucional, ou ação social com a mal disfarçada intenção de “forçar” a conversão dos beneficiados, são apenas algumas das formas de instrumentalização das pessoas. Quem age assim tem uma ação interesseira que não reflete o amor e graça que devem estar presentes nesse tipo de trabalho.</p>
<p>Também não se pode olhar para a sociedade e “espiritualizar” as mazelas sociais. Por mais absurdo que pareça, isso ainda é muito comum. Por esse raciocínio, a pobreza da África seria culpa dos cultos africanos (e não da espoliação dos colonizadores europeus ou da corrupção imperante). A pobreza de muitas famílias do nordeste seria culpa da idolatria (e não dos coronéis da política que se perpetuam no poder, mas não mudam a situação do povo).</p>
<p>Esse tipo de espiritualização da realidade gera indiferença e cinismo, pois isenta o sujeito de qualquer responsabilidade, já que a causa está numa esfera sobrenatural. Quem assim pensa entende que não há o que fazer, a não ser orar para repreender o “espírito da pobreza”, o “demônio da fome e da corrupção”, etc.</p>
<p>Não, definitivamente não pode ser esse o olhar da igreja para sociedade.</p>
<p>(continua&#8230;)</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/405/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=405&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A volta do filho pródigo</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 22:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que li &#8220;A volta do filho pródigo&#8221;, de Henry Nouwen, há uns 8 anos, tinha o desejo de ver o quadro homônimo de Rembrandt, que está no museu Hermitage, em São Petersburgo. Realizei tal desejo há alguns dias. Vale a pena ler o livro, ver o quadro e compreender a parábola de Jesus de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=400&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_401" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><a href="http://marciorosa.files.wordpress.com/2011/07/img_0490.jpg"><img class="size-full wp-image-401" title="IMG_0490" src="http://marciorosa.files.wordpress.com/2011/07/img_0490.jpg?w=490&#038;h=367" alt="A volta do filho pródigo" width="490" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">A volta do filho pródigo - Rembrandt</p></div>
<p>Desde que li &#8220;A volta do filho pródigo&#8221;, de Henry Nouwen, há uns 8 anos, tinha o desejo de ver o quadro homônimo de Rembrandt, que está no museu Hermitage, em São Petersburgo. Realizei tal desejo há alguns dias. Vale a pena ler o livro, ver o quadro e compreender a parábola de Jesus de Nazaré: seremos sempre bem-vindos na casa do Pai. Somos amados!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/400/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/400/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/400/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/400/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/400/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/400/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/400/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/400/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/400/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/400/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/400/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/400/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/400/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/400/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=400&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Violência contra crianças</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 19:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[É assustador acompanhar a escalada da violência contra crianças, sobretudo a violência sexual. É inaceitável que um adulto submeta uma criança a tal brutalidade. As conseqüências para a vítima são difíceis de dimensionar. Marcas no corpo e na alma serão indeléveis. O mundo adulto precisa compreender que crianças não são objetos, não são seres a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=397&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É assustador acompanhar a escalada da violência contra crianças, sobretudo a violência sexual. É inaceitável que um adulto submeta uma criança a tal brutalidade. As conseqüências para a vítima são difíceis de dimensionar. Marcas no corpo e na alma serão indeléveis.<br />
O mundo adulto precisa compreender que crianças não são objetos, não são seres a serem manipulados, mas sujeitos portadores de todos os direitos humanos fundamentais. Também é necessário haver o compromisso de proteger crianças de qualquer forma de violência, seja verbal, psicológica, física ou sexual.<br />
As famílias, em suas múltiplas formas, devem estar impregnadas desse valor: a proteção integral de crianças e adolescentes. Os dias são difíceis, as famílias têm dificuldades de toda ordem, muitas mães criam seus filhos sozinhas por conta da irresponsabilidade dos pais, homens que não honram as calças que vestem e não assumem seus filhos. Mesmo assim, deve haver um esforço por parte das famílias em favor da proteção de suas crianças.<br />
A sociedade deve estar vigilante quanto a esse assunto, através de todas suas organizações, comunidades, igrejas, associações, universidades, grupos informais de pessoas interessadas, etc. E o poder público precisa tratar dessas questões com a devida prioridade absoluta, que, infelizmente, ainda não é uma realidade, apesar de ser um mandamento constitucional.<br />
Abusadores sexuais devem ser processados, julgados e punidos com rigor. Essa é a resposta que um Estado democrático de direito deve dar a esses criminosos.<br />
Por outro lado, é também inaceitável que se celebre a execução de alguém acusado desse tipo de crime. Tratar um criminoso com brutalidade é igualar-se a ele. Não é a resposta que uma sociedade civilizada deve dar. Não é razoável aplaudir esse tipo de ação criminosa. Não se pode responder a violência com mais violência, pois isso só gera o incremento da barbárie. Punição exemplar sim, mas depois do devido processo legal.<br />
A indignação contra a violência praticada contra uma criança deve redundar na cobrança pela melhoria de toda a estrutura de proteção à criança, por políticas públicas de fortalecimento das famílias e pela efetiva punição do agressor após justo processo. A regra do olho por olho, dente por dente, nos faria a todos criminosos, pois revidaríamos os crimes com outros crimes.<br />
A civilização contemporânea deve ser capaz de dar uma resposta melhor para esses casos.<br />
 <br />
Márcio Rosa da Silva</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/397/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/397/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/397/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/397/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/397/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/397/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/397/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/397/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=397&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>9 de julho, dia de um herói.</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 09:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Republico, abaixo, texto que escrevi há alguns anos, em homenagem a meu irmão, Afonso.                          Hoje é 09 de julho, dia do aniversário de Boa Vista. Entretanto, quero pedir licença dos leitores para falar de outro assunto. 09 de julho também é o dia da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=394&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Republico, abaixo, texto que escrevi há alguns anos, em homenagem a meu irmão, Afonso.<br />
             <br />
           Hoje é 09 de julho, dia do aniversário de Boa Vista. Entretanto, quero pedir licença dos leitores para falar de outro assunto. 09 de julho também é o dia da Revolução Constitucionalista de 32, feriado no Estado de São Paulo, onde morei por um bom tempo e onde viveu o herói do qual quero falar. A Revolução Constitucionalista foi um movimento cheio de heroísmos, com destaque para os quatro jovens estudantes de Direito do Largo de São Francisco, que morreram no dia 23 de maio, já nos primeiros lances da revolução. Os paulistas pegaram em armas e foram à luta. Foram vencidos pelo poder central, mas o objetivo foi alcançado e a Assembléia Constituinte foi convocada, o que resultou na Constituição de 1934. </p>
<p>            Pois bem, no dia 09 de julho de 1998, num dia chuvoso e triste, na cidade de São Paulo, palco daquela revolução, tombava um outro jovem herói, que como aqueles revolucionários de outrora, também havia lutado bravamente. Seu inimigo, entretanto, era outro: um câncer. Estou me referindo a Afonso Rosa, meu irmão caçula, que, com 16 anos de idade, teve um diagnóstico de câncer. Por dois anos lutou, e todos nós ao seu redor também nos entrincheiramos e lutamos, sem desfalecer. Várias foram as batalhas: cirurgia, radio, quimio, novas cirurgias. Em todas elas, aquele jovenzinho, ainda adolescente, agigantava-se. Escondia a própria dor para não nos deixar preocupados, mostrava-se um forte, encarnando o sábio conselho bíblico de que se “te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força será pequena”.</p>
<p>            Muitas pessoas se convertem ao evangelho em meio a uma situação de dor ou enfermidade. Meu irmão não, ele já servia ao Senhor antes da doença. Tenho orgulho do dia em que ele me disse que eu era o seu “pai na fé”. Durante os dois anos, em que sofreu todas as conseqüências da enfermidade e de seu tratamento, sua fé amadureceu. Certo dia um amigo nosso disse ao Afonso que todos estavam orando por sua cura, mas perguntou como seria se não houvesse cura. A resposta do meu irmão enche meus olhos de lágrimas e meu coração de orgulho: “Para mim basta a Graça de Deus, não vou perder a fé em Deus”. Dá para imaginar essa declaração saindo dos lábios de um menino de 17 de anos de idade? Meu irmão herói disse isso, reproduzindo semelhante declaração do apóstolo Paulo.</p>
<p>            Realmente a cura não veio, mas meu irmão, qual os heróis revolucionários de 32, permaneceu altivo, firme, mesmo resignado não entregou os pontos, lutou até o último momento. Fazia dois meses que eu morava em Roraima, quando fui chamado para ir urgente a São Paulo porque a situação se agravara. Quando lá cheguei, dia 07 de julho de 1998, ele estava com a voz rouca e respirava com dificuldade, tudo causado por uma violenta e fulminante metástase. Quando ele me viu, perguntou: “Por que você veio? Estou só com uma pneumonia”. Claro que ele sabia de tudo o que ocorria, mas tentava inutilmente poupar-me.</p>
<p>             Na manhã do dia 09 de julho ele já não falava mais. Com dificuldade gesticulou manifestando o desejo de ouvir um texto bíblico. Li o seguinte texto: “Nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.</p>
<p>            Algumas horas depois, no cair da tarde daquele 09 de julho frio, chuvoso e triste, tombava um herói, sucumbia a um inimigo contra o qual lutara com todas as forças. Mas desse herói pode-se dizer: combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé. Curta carreira, é verdade, mas heróica e exemplar. Meu maior e mais próximo exemplo de fé é o meu querido irmão Afonso Rosa. Mencionando uma expressão que li escrita por Villy Fomin, hoje meu irmão vê face a face o que contemplo apenas em parte.</p>
<p>            Dia 09 de julho, dia de um herói. </p>
<p>            Márcio Rosa da Silva</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/394/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=394&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tragédia e solidariedade</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 00:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca se viu uma enchente como a que ocorre agora no Estado de Roraima, pelo menos não nos últimos 30 anos. Ver as águas subindo e tragando tudo, casas, móveis, sonhos, suor derramado na construção, é triste. A única saída é tirar o que for possível e esperar as águas baixarem. Menos mal para os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=389&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca se viu uma enchente como a que ocorre agora no Estado de Roraima, pelo menos não nos últimos 30 anos. Ver as águas subindo e tragando tudo, casas, móveis, sonhos, suor derramado na construção, é triste. A única saída é tirar o que for possível e esperar as águas baixarem. Menos mal para os que têm condições de pagar uma transportadora para retirar as coisas e o aluguel de uma casa por alguns meses. Pior para quem não tem nenhuma condição, senão esperar pelo socorro do poder público e pela solidariedade das pessoas.</p>
<p>Num momento dramático como esse, algumas pessoas mostram o que há de pior no ser humano. Botija de gás a 80 reais, aluguéis extorsivos, preços de gêneros alimentícios e até de água acima do comum. Ganância. Egoísmo. E ainda algumas casas desocupadas saqueadas por ladrões. Fico pensando nos japoneses que baixaram o preço da água para que todas as vítimas do último terremoto pudesse adquirir o produto. E lá não houve registro de saques. Triste.</p>
<p>Mas também são nesses momentos que o que há de melhor no ser humano aparece. Solidariedade, compaixão, cuidado. Muitos seguem desesperados para estocar alimento e outros produtos de primeira necessidade. Mas muitos outros correm para repartir um pouco do que tem. Muitos se engajam em campanhas de ajuda. Se alguns o fazem por mero oportunismo, outros tantos o fazem somente pela oportunidade de ajudar.</p>
<p>Quando vejo alguns movimentos de solidariedade organizados por jovens, sem vinculação política, renovo minha esperança numa sociedade melhor, mais justa, mais solidária. Vejo que nem tudo está perdido.</p>
<p>Recentemente o teólogo Jung Mo Sung escreveu que “verdade religiosa não se julga pelo que é dito, mas pelo que é vivido, sua capacidade de gerar amor, compaixão, solidariedade”. É isso mesmo, essa é a verdade. O apóstolo Tiago escreveu que “a religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo”. O mesmo autor também escreve mais adiante, em sua epístola, que “se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se’, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?”.</p>
<p>Não devemos ficar no interior dos templos orando pelos que precisam. Vamos prove-los do que precisam. Essa é a verdadeira religião. Mesmo que nunca tenham estado numa igreja, ou cumprido os ritos, ou recebido os sacramentos, ou qualquer outra coisa, estes que, com um coração voluntário, estão ajudando nossos irmãos roraimenses nesse momento de necessidade, estão praticando a verdadeira religião: o amor, a compaixão, a solidariedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Márcio Rosa da Silva</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/389/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/389/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/389/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=389&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Enchentes em Roraima</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 23:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio Rosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Igreja Betesda de Roraima está arrecadando doações para as vítimas das enchentes do nosso Estado. As doações poderão ser entregues na sede da igreja, na Rua Raimundo Aciole Cavalcante, 56, Bairro Aparecida (próx. à OAB), das 14 as 18h. Alimentos não perecíveis, leite longa vida e roupas são bem-vindos. Será tudo entregue para a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=386&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Igreja Betesda de Roraima está arrecadando doações para as vítimas das enchentes do nosso Estado. As doações poderão ser entregues na sede da igreja, na Rua Raimundo Aciole Cavalcante, 56, Bairro Aparecida (próx. à OAB), das 14 as 18h. Alimentos não perecíveis, leite longa vida e roupas são bem-vindos. Será tudo entregue para a Defesa Civil. Não vamos apenas orar, vamos agir para diminuir o sofrimento dessas pessoas.</p>
<p>Márcio Rosa da Silva</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marciorosa.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marciorosa.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marciorosa.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marciorosa.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marciorosa.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marciorosa.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marciorosa.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marciorosa.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marciorosa.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marciorosa.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marciorosa.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marciorosa.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marciorosa.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marciorosa.wordpress.com/386/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marciorosa.wordpress.com&amp;blog=625035&amp;post=386&amp;subd=marciorosa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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